segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Você consegue viver UNPLUGGED?



Em pleno século XXI, no auge dos lançamentos mais disputados da Apple e concorrentes, na constante rotina de e-mails, SMS, redes sociais, e - banking, 3G e afins... vem um ser e faz a seguinte pergunta: Você consegue viver UNPLUGGED?
Tá, eu até tentei neste último fim de semana. Totalmente desconectada, minha intenção era ficar fora do mundo virtual até no mínimo, quarta-feira. Resultado óbvio: NÃO CONSEGUI. Eis que hoje na aula de Jornalismo Digital, me deparo com uma matéria da revista Galileu, em 2008, sobre a experiência de uma corajosa jornalista, a Paula Sato, em se “desplugar” totalmente durante 30 dias. As regras eram as seguintes:

- Nada de internet
- Celular desligado
- Não ligar para o celular de outras pessoas, só para o telefone fixo
- Não usar cartões de débito ou crédito
- Não usar o caixa eletrônico do banco
- Videogame, sim; jogos online, não
- Pay-per-view na TV está proibido
- iPod, ok, mas sem músicas baixadas da internet
- Computador só como máquina de escrever

Agora imagine uma jornalista totalmente off-line? Quase impossível. Mas a Paula conseguiu cumprir o desafio durante três semanas. E ainda descobriu dados relevantes, que vou contar pra vocês agora!

- Segundo pesquisas do Ibope, das 53,1 milhões das residências brasileira, 10,3 milhões têm telefone e internet.

- O Brasil é o pais onde as pessoas permanecem conectadas por mais tempo. Em 2008, somente nas residências, os internautas brasileiros navegavam 23,33 horas durante o mês, contra 20,58 horas dos franceses e 20,1 dos espanhóis.

- Segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o País possui 140 milhões de linhas de celular, 33 milhões delas só no estado de São Paulo. E a tendência é que cada vez mais pessoas deixem de ter telefone fixo e passem a usar apenas o celular.

- No fim de 2007, a densidade de telefones fixos por cada 100 habitantes no Brasil era de 20,7, contra 63,3 do telefone celular.

Eu realmente nem imagino minha vida sem internet. Minhas pesquisas sem o Google. Meu dia sem celular e Twitter. Posso até abandonar o blog por dias, mas sempre penso em algo novo pra ele... e depois de sofrer somente imaginando a experiência (traumática) da Paula Sato, entendi que minha vida sem esse universo digital, de constante mutação, cheia de caminhos bons e ruins, não é a mesma. E diante de toda essa minha filosofia, me surgiu uma dúvida: Existia vida antes da internet? Alguém hoje, sem sã consciência, consegue viver desconectado de tudo? Acho que não...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

The Middle - Uma família quase real...



Quantas vezes você, assistindo uma série de TV ou filme, pensou que aquela família era “perfeita” demais? Geralmente os pais são bem sucedidos, os filhos populares e lindos... e a casa e os carros que todos desfilam? Sem comentários... E é no meio de tanta perfeição que estréia no Warner Channel a série The Middle, dirigida por Julie Anne Robinson (que já dirigiu outras séries, como Grey´s Anatomy) e assinada pelas produtoras executivas de How I Met Your Mother, DeAnn Heline e Eileen Heisler.
A série ganhou esse nome por três motivos. O primeiro deles é pelo fato da família Heck morar exatamente no meio do país (em Orson – Indiana), segundo por ser considerada de classe média e finalmente, por Frankie (Patricia Heaton), a mãe mais doida da TV, estar chegando à meia idade.
Por falar em Frankie, vamos falar da família pirada dela. O marido Mike (Neil Flynn), de pouquíssimas palavras, é gerente da pedreira local, enquanto a matriarca é a terceira melhor vendedora de carros usados em uma empresa de três funcionários. Apesar de sua pouca habilidade na profissão, ela faz o impossível para controlar essa bizarra família, principalmente os três filhos: Alex (Charlie McDermott), o filho adolescente semi-nudista concebido sob a influência de Guns´N´Roses; Sue (Eden Sher), a adolescente estranha, menos popular do que todas as pouco poulares, que falha em tudo... mas com muita excitação; e o pequeno Brick (Atticus Shaffer), de sete anos, que tem com melhor amigo, sua própria mochila.
Apesar de todas as loucuras vividas em cada episódio, dá para tirar de “moral da história” o constante amor e cuidado que todos, principalmente Frankie, têm. As histórias bizarras e esse sentimento mútuo de carinho garantem muita diversão e o sucesso da série.
Para quem ainda não se rendeu a comédia “real” da família Heck e, ficou curioso com a história, todas as quartas-feiras, a partir das 21h30, eles estão lá na Warner Channel te esperando para arrancar boas risadas. O vídeo do link abaixo não me deixa mentir! ;)

http://www.youtube.com/watch?v=2jKUjG_eqLk

domingo, 18 de julho de 2010

Violência Urbana - Pesadelo Sem Fim


No post anterior afirmei meu pavor pela apuração. Tá, eu admito que me empolguei. Até é legal (dependo do assunto!), mas tem determinados momentos que vamos combinar, né?!

Bom, estava esta blogueira aqui presente, acompanhando o jogo do Fluminense pelo site do G1, quando teve a brilhante ideia de se integrar nas últimas notícias do mesmo portal e sim, quase cai para trás!

Fiquei absolutamente chocada quando percebi a quantidade de tragédias, crimes e infortúnios acontecem em nosso país e a gente acaba nem se dando conta. Na verdade, quem acompanha jornal, revistas semanais e outras fontes de informação, acaba sabendo de muita coisa, até mesmo um pouco de cada assunto, mas muitas vezes não se liga da quantidade de coisas absurdas que andam acontecendo por aí.

Mas dentre todos os assassinatos a ex-namoradas e amantes, tráfico, acidentes e nossa política cada vez menos confiável, o que mais me chamou a atenção foi o caso do Wesley Andrade, de apenas 11 anos, que foi atingido por uma bala de fuzil dentro da sala de aula do Ciep Rubens Gomes, no subúrbio do Rio, devido a uma operação de combate ao tráfico, na última sexta-feira (16/07).

Apesar de não ser mãe, imagino que não exista dor maior do que perder um filho. Porém, a dor deve ter se intensificado na mãe de Wesley. Segundo relatos de funcionários da escola, o menor estava segurando seu lápis quando foi atingido. Dá para imaginar o tamanho da dor? É, não dá! A maioria de nós não está acostumado a vivenciar este tipo de insegurança. Estamos muito mais preocupados com o novo lançamento da Apple, com aquele CD que já está disponível pra download, aquele filme que entrou em cartaz. Violência? Ah, claro! Estamos preocupados com violência. Preocupados com os assaltos, com o tráfico. Mas também não podemos esquecer, que são muitas vezes nossos amigos e até mesmo alguns de nós que financiam essa violência. Afinal, quem não “tem um amigo” que gosta de uma erva? Pois é, tenho muitos! E eles, aposto que não estão nem um pouco preocupados com quantas crianças, a “ervinha” levou. Mas, este assunto é outro e quem sabe em outro post?!

No Rio de Janeiro, estima-se que a cada dia morram pelo menos 20 pessoas vítimas da violência urbana.Você sabia? Pois é, nem eu! Neste domingo, em virtude deste dado, crianças de escolas públicas e privadas se reuniram para protestar em silêncio. O cenário do protesto é este da foto. No quadro negro ao fundo, o artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos – "TODO SER HUMANO TEM DIREITO À VIDA, À LIBERDADE, À SEGURANÇA PESSOAL". Ao lado do quadro o professor com as mãos amarradas, significa a impotência dos profissionais do ensino em combater a violência nas escolas. Os alunos, com lágrimas pintadas de vermelho, simbolizando as 20 pessoas que morrem todos os dias por conta da violência na cidade do Rio. E por fim, a cadeira vazia, com uma cruz branca e manchada de “sangue”, para lembrar a ausência de Wesley. A manifestação foi organizada pela ONG Rio de Paz.

Pois é. E o que você faz todos os dias para mudar isso? Nada. É... infelizmente, nem eu!
Aquela velha frase que desde os primórdios se dizia: “se cada um fizer a sua parte...” agora parece ter algum sentido. Acho que está na hora de nós, que temos um mundo pela frente, podemos mudar um bom pedaço desta triste realidade.
E como diria Chico Xavier... “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.
Agora é com você! ;)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dá um abraço?



Pesquisar, apurar, checar e todos os possíveis sinônimos para as palavras anteriormente citadas são o pesadelo para qualquer estudante de jornalismo. Sim, esta é a parte mais chata, pelo menos no meu ponto de vista! Afinal de contas, formar opinião e produzir conteúdo jornalístico para qualquer veículo, principalmente internet (informalmente, na maior parte das vezes) é extremamente gratificante e super legal. Mas... apurar, pesquisar, checar... ai, é realmente cansativo, porém, necessário! E é exatamente isso que o jornalista Ricardo Kauffman retrata em seu documentário "O Abraço Corporativo" (recomendado pelo jornalista e escritor Ricardo Benevides,@rbene - #ficadica). Pra quem não viu o trailer ou não sonha do que trata, lá vai um breve resumo (Fonte O Globo):

O documentário conta a história do consultor de RH Ary Itnem e de sua "teoria do abraço", desenvolvida pela CBAC (Confraria Britânica do Abraço Corporativo) e de como ela pode combater uma séria doença que afeta empresas pelo Brasil e pelo mundo: a "inércia do afastamento", subproduto da falta de comunicação provocada pelo uso excessivo das novas tecnologias nas corporações, problema responsável pelo cada vez menos frequente mas sempre saudável diálogo interpessoal.

Em 2006, Itnem virou febre na internet depois de desfilar (e filmar a façanha) na Avenida Paulista segurando um cartaz com a simples frase: "DÁ UM ABRAÇO?". O vídeo foi visto mais de 650 mil vezes. O consultor, por conta de seu filme amador, deu muitas entrevistas para a mídia nacional sobre relacionamento interpessoal nas empresas e sua teoria do abraço. Desde Heródoto Barbeiro (rádio CBN) até Gilberto Dimenstein (Folha de São Paulo).

Até então, tudo não passa de mais uma das teses do mundo corporativo, certo? Errado! Tudo indica ser mais uma tese normal, se o consultor existisse de fato. O nome, Ary Itnem, quando olhado ao contrário revela o que tudo realmente é: MENTIRA. O super bem sucedido consultor de RH da tese do abraço é um ator, e o personagem, foi criado por Kauffman e outros amigos jornalistas, baseados em uma discussão de como se frabicam notícias Brasil e como os veículos de comunicação, sem tempo para CHECAR INFORMAÇÕES, simplesmente aceitam tudo que aparenta ser verdade.


Pois é, viu como é necessário apurar, Sr. Jornalistas?!
O trailer e o vídeo do Sr. Mentira pedindo abraços por São Paulo me deixou curiosa para assistir o documentário e mudar minha opinião sobre apurações e afins...Quem, assim como eu quiser assistir, vai ter que esperar, afinal, está em negociação se o documentário será exibido aqui no Rio ou se virará DVD. Seja qual for a decisão, futuros jornalistas de plantão não podem perder!
Acho que depois dessa, não faço mais corpo mole para checar não. Afinal, nada pior do que espalhar uma "falsa verdade" por aí.
Mas, peraí... dá um abraço? ;)



Quem quiser saber mais sobre o documentário de Kauffman é só entrar no link -> http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/07/11/documentario-abraco-corporativo-critica-forma-de-se-produzir-noticias-hoje-917120093.asp Super beijos!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Caso Eliza Samudio - Apenas mais uma...



Eliza Samudio, provavelmente, será mais uma das muitas mulheres que fazem parte das estatísticas de violência contra a mulher. Os números, cada vez maiores, muitas vezes não são tão significativos, afinal, muitas ainda apanham caladas, sobrevivendo com medo de que algo pior possa acontecer. Segundo pesquisas da Fundação Perseu Abramo, uma em cada cinco brasileiras declara espontâneamente já ter sofrido algum tipo de violência por parte de um homem. E a cada 15 segundos uma mulher é espancada por um homem no Brasil. Dá medo pensar que essas barbaridades estão tomando conta do nosso cotidiano. Acredito que nem a imprensa, nem as autoridades, nem eu e muito menos você levou a sério o vídeo daquela “Maria Chuteira” feito pelo Jornal Extra, acusando o “herói rubro-negro” de agredí-la, forçar um aborto e ameaçá-la de morte. Hoje, depois de todos fecharmos os olhos para a “interesseira”, “atriz pornô” ou qualquer outro adjetivo que se refira a Eliza, aconteceu o pior. Hoje, infelizmente, um outro Bruno, aquele de 4 meses, pula de colo em colo, depois de possivelmente ter acompanhado a morte de sua mãe, que virou manchete da imprensa nacional e internacional.

Mesmo com suas fotos impróprias e vídeos de título impublicável, Eliza Samudio não era totalmente vilã, nem mesmo mocinha. Seja qual for o motivo dela, uma gravidez não é “gerada” por uma pessoa só. Como tantos outros jogadores, seria melhor ou menos trágico, fazer o exame de DNA e assumir a paternidade caso comprovada. Uma pensão não seria problema para um dos jogadores mais bem pagos do Flamengo. Romário (pouco tempo até foi preso) e Edmundo, por exemplo, tem seus muitos filhos e nunca morreram por terem assumido suas “puladas de cerca”.

Porém, o que mais me choca em todo esse caso é a postura de Bruno. Como pode ser tão “frio e calculista”, como ele mesmo disse ? Até onde sei, o atleta era um exemplo de superação, sem contar na admiração que provocava em crianças e até mesmo adultos. Suas defesas quase impecáveis, seu jeito sério no campo, sua vida sofrida sendo criado pela avó depois de ser abandonado pelos pais, infância com pouquíssimos recursos. Talvez um exemplo de vida para muitos dos “moleques” que estão hoje jogando futebol descalços com bola de meia.... E agora, quem é ele? Um homem frio, que após a morte da ex-amante volta para seu sitio afim de tomar uma cerveja e um banho de piscina? Ou aquele que está mais preocupado com sua carreira até a Copa de 2014 do que com sua liberdade? No fundo, o Bruno sabe que não vai sair impune dessa... pelo menos, é o que todos nós esperamos.

Me revolta saber que tanta crueldade vai influenciar diretamente na vida de um bebê, que não tem culpa da vida errada que sua mãe escolheu e muito menos do pai que tem. Imaginem quando o Bruninho crescer e ver em recortes de jornal... em arquivos na internet a triste história que fez o Brasil inteiro sentir pena dele. Vai doer mais nele do que doeu na Eliza....





Link - Entrevista Eliza Samudio ao Jornal Extra em 2009
http://www.youtube.com/watch?v=JPCBWyvraQE